A possibilidade de a Prefeitura de Londrina doar uma área para a instalação do campus da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná está motivando outras instituições privadas de ensino superior da cidade a pedir terrenos para o município. Ontem pela manhã foi a vez de os diretores da Faculdade Metropolitana, Walter Montagna, Luiz Abi Antoun e Nelson Sperandio, reunirem-se com o vice-prefeito Luiz Carlos Bracarense para reivindicar a doação de um imóvel. Eles estavam acompanhados pelos vereadores Roberto Kanashiro (PSDB) e João Dib Abussaf Filho (PRTB). Hoje o prefeito Nedson Micheleti (PT) deve receber os representantes do Centro Universitário Filadélfia (Unifil - antigo Cesulon), que na semana passada estiveram com o presidente da Câmara Tercílio Turini (PSDB) para encaminhar a solicitação de uma área de 40 alqueires.
O diretor da Faculdade Metropolitana, Nelson Sperandio, disse que a reunião com Bracarense teve o objetivo de apresentar a instituição ao poder público e propor uma parceria para a sua expansão, com a doação de um terreno público para a construção da sede própria. Atualmente a instituição utiliza as salas do Colégio Canadá, na área central da cidade. A Metropolitana ainda não está enquadrada no perfil de utilidade pública e vem recolhendo o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto Sobre Serviços (ISS). ‘‘Temos que trabalhar por mais um tempo para alcançarmos esses benefícios’’, afirma.
A faculdade iniciou suas atividades este ano com quatro cursos - jornalismo, marketing, gestão de negócios internacionais e computação - e tem 159 alunos matriculados. No vestibular previsto para julho, dois novos cursos serão oferecidos -engenharia de telecomunicações e direito - e o objetivo é ampliar para 500 o número de alunos. As mensalidades variam de R$ 289,00 a R$ 365,00. O curso de engenharia de telecomunicações será o mais caro e deverá custar R$ 450,00 mensais. A Metropolitana, de acordo com Nelson Sperandio, emprega 47 pessoas nas funções administrativas e mais 24 professores com titulações de mestres a doutores.
O diretor admite que a faculdade não oferece nenhum benefício a alunos de baixo poder aquisitivo, como descontos e bolsas de estudo, ou serviços à comunidade. Segundo ele, a instituição está providenciando a inscrição junto ao Fundo de Financiamento do Estudante do Ensino Superior (Fies), oferecido pelo Ministério da Educação através da Caixa Econômica Federal. ‘‘Dependemos dos recursos para sobreviver’’, afirma.
Para o vice-prefeito, a transformação da cidade em um pólo de ensino superior é positiva e ele considera justo o pedido da instituição. ‘‘É preciso avaliar as possibilidades do município’’, destaca. Bracarense informa que a prefeitura está fazendo um levantamento das áreas disponíveis. O município, segundo informações obtidas na Diretoria de Patrimônio, não dispõe de áreas nas proporções solicitadas pelas faculdades. Há áreas de praças, fundos de vales e terrenos destinados a equipamentos comunitários como escolas e postos de saúde, todos com tamanhos inferiores a 5 mil metros quadrados. ‘‘Não vejo a possibilidade de atender a esses pedidos, pois implicariam em desapropriações e custariam caro ao município. A ordem que temos é de contenção de despesas’’, afirma um funcionário, que prefere não se identificar.
No caso da Unifil, o diretor Eleazar Ferreira entregou um ofício ao presidente da Câmara expondo que a área solicitada seria ultilizada para abrigar 10 mil alunos que a instituição pretende ter até 2007.

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