Os comerciantes que têm barraca no Camelódromo da avenida Leste-Oeste (área central), ao lado do Terminal Urbano, estão reclamando que, depois que começaram a trabalhar com produtos legalizados, a margem dos lucros caíram mais da metade e o preço final dos produtos aumentou em cerca de 40%. Além do mais, o aumento dos preços tem assustado os clientes e as vendas foram consideradas um desastre da segunda metade de janeiro de 97 até agora.
Através de solicitação da Procuradoria Regional da República, os camelôs tiveram que abrir firma, emitir nota fiscal e apenas comercializar produtos comprados de importadora. ‘‘Da última vez que o pessoal da importadora de Cascavel veio para cá, esta semana, eles ficaram dois dias na Cidade e voltaram quase sem pedidos’’, confirmou o presidente da Associação dos Camelôs de Londrina, Jadir Sales. ‘‘Movimento aqui até tem, mas o povo chega, olha, e não compra nada’’.
Jadir Sales reclama também que tem muito ambulante comercializando produtos importados e cigarros, ao lado do Terminal Urbano, sem nota e sem pagar imposto, promovendo concorrência desleal com os comerciantes do Camelódromo. ‘‘Já tem camelô querendo fechar a firma porque a promessa da Comurb seria de que não teria camelôs no Terminal’’.
A solução apontada por Jadir Sales, para melhorar um pouco a situação dos camelôs da Cidade, é a abertura de uma empresa de importação, em forma de cooperativa, entre os próprios camelôs. Ao todo, são 94 barracas instaladas no Camelódromo. ‘‘Mas a gente não sabe por onde começar, não tem experiência nisso’’, lamenta. ‘‘O que eu espero é que esse projeto do Camelódromo tenha continuidade, para não ter problemas com a Receita Federal. Mas a situação agora é mesmo crítica’’.
Ontem, por volta das 18 horas, pelo menos 10 sacoleiros vendiam cigarro brasileiro comprado em Ciudad del Leste, no Paraguai. Como é fabricado especificamente para o mercado exterior, a venda desse produto é proibida no Brasil.

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