Depois da chuva, a limpeza
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quarta-feira, 20 de novembro de 2002
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Um dia depois dos fortes ventos e da chuva intensa, ontem, em Londrina, foi hora de contabilizar os prejuízos. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) recebeu 40 reclamações de árvores caídas e 30 sobre quedas parciais (galhos ou pedaços de árvores). O Corpo de Bombeiros da cidade atendeu três casos de destelhamentos de casas e cerca de 20 quedas de árvores. Anteontem, quatro equipes da Sema trabalharam até às 22 horas no recolhimento das árvores.
A Copel informou que 78 mil clientes, 23,7 mil em Londrina e o restante na região, ficaram por até três horas sem energia elétrica por causa de árvores ou outros objetos que atingiram as redes de distribuição da empresa. Para o superintendente regional da Copel, Elsson Marcos Spigolon, o maior problema de Londrina são as árvores ''incompatíveis com os serviços urbanos'' de energia elétrica, telefonia e água. ''Chuva e vento sempre vão ter, mas com um planejamento da arborização e substituição das árvores inadequadas e velhas é possível minimizar os efeitos'', afirmou.
A Sema, segundo assessoria de imprensa, tem em média cerca de 260 pedidos de erradicação de árvores por mês e 60 de poda. Desde o início do ano, já fez 2.155 erradicações, uma média de 215 por mês, e 5.035 podas. A demora no atendimento, segundo a assessoria, acontece por causa de pedidos acumulados na última gestão, que era de mais de 3 mil e diminuiu para 760, no caso da erradicação. Uma empresa de Cornélio Procópio, contratada através de licitação em agosto, realiza parte do serviço. O contrato prevê erradicação de 1,3 mil árvores.
Foi sepultado, ontem, no cemitério João 23, em Londrina, o comerciante Alfio Ítalo Frederico Ricci, de 64 anos, que morreu por causa da queda de um muro. O acidente aconteceu anteontem na própria empresa de Ricci, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), e o muro caiu, segundo a polícia, provavelmente por causa dos fortes ventos.


