Depois da casa, o sonho agora é o asfalto
O maior desejo da dona-de-casa Marisa Pereira dos Santos, 43 anos, é ter asfalto na rua de casa. A rotina entre a poeira e o barro é alvo de críticas, uma vez que a pavimentação já chegou ao bairro, mas ainda não beneficiou todos os moradores.
''Quando chove, a gente tem que levar três pares de sapato quando vai para o Centro. Lá no Centro é tudo arrumadinho. Mas o povo daqui fica revoltado por não ter asfalto'', comenta a moradora. Segundo ela, essa não é a única dificuldade dos moradores da região. O desemprego também aflige quem vive no Conjunto Residencial Requião.
É o caso do marido dela, o pedreiro Francisco Aparecido Silva de Souza, 42, que atualmente não tem emprego fixo e vive de bicos. Com isso, a venda de pamonhas e o dinheiro da Bolsa-Família são as únicas fontes de renda da família de Marisa, que tem uma filha de 14 e um filho de 2 anos.
''O dinheiro da bolsa só dá para pagar as contas de água, luz e o gás. E não estou podendo fazer pamonha porque não tenho dinheiro para comprar o milho e o açúcar. Mas a gente vai vivendo na fé. Quando a situação toca o coração de um filho de Deus, ele nos ajuda'', relata a cearense de Juazeiro do Norte.
Mesmo com as dificuldades, a estrutura não é tão precária. Como a moradora ressalta, as ligações de água e luz são regularizadas e a casa, apesar de simples, é de alvenaria.
Outra vantagem do bairro apontada pela própria Marisa é a segurança. Segundo ela, a vizinhança é sossegada, mesmo com as dificuldades impostas pelo desemprego, que é generalizado. ''Por aqui só tem gente boa e trabalhadora'', garante.





