O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, João Eduardo Carulla, ouviu ontem o depoimento de Paulo Cesar Roca, da mãe e da irmã (o delegado preferiu não fornecer a identificação das duas) do agropecuarista Mauro Janene da Costa, principal suspeito pela morte da professora de música Maria Estela Pacheco. No dia 14 de outubro, o corpo de Estela foi arremessado do 12º andar do Edifício Diplomata, no centro da cidade, onde estava com Mauro Janene.
O delegado disse que os depoimentos não acrescentaram novidades às investigações. Roca, conhecido como PC, foi intimado porque esteve com Mauro e Estela pouco antes da morte. Segundo o delegado, os três mais uma amiga conhecida por Nenê ficaram no Bar Valentino até aproximadamente 5 horas do dia 14 de outubro. ‘‘Paulo Cesar disse que Mauro e Estela saíram juntos e que ele ficou no bar mais um pouco. Disse também que não era amigo íntimo de nenhum dos dois e que a noite foi tranquila’’, revelou Carulla.
A mãe e a irmã de Costa estavam no apartamento na madrugada em que a professora foi jogada do 12º andar. Elas disseram que não viram nem ouviram nada. ‘‘Até agora esta é a mesma versão dos vizinhos. Mas vou tentar mais um pouco. Se não encontrar alguém que diga algo mais, vou interrogar um deles que declare isso’’, explicou Carulla.
Tanto o delegado quanto o promotor da 1ª Vara Criminal, Miguel Jorge Sogaiar, vão ouvir o agropecuarista novamente. O delegado disse que pretende concluir o inquérito até a próxima semana. Com base nele, o promotor poderá pedir o arquivamento do caso, oferecer denúncia contra o suspeito ou requisitar mais investigações. ‘‘O arquivamento está fora de cogitação’’, adiantou Sogaiar.
Quanto à indeterminação da causa mortis da professora, o chefe do Instituto Médico-Legal (IML), Antonio Carlos Queiroz, disse que não conhece outro exame mais completo que possa dar uma resposta. Segundo ele, a necrópsia e exumação foram feitas logo em seguida à morte de Maria Estela e o que demorou foi a avaliação. ‘‘Em Curitiba não temos equipamentos tão modernos’’, justificou.
A mãe de Mauro Janene disse por telefone que não poderia fazer qualquer declaração sobre o assunto. ‘‘Ele é apenas um suspeito. Para pedir sua prisão temporária novamente teríamos que ter motivos e ele se comprometeu a comparecer sempre que for chamado’’, comentou Carulla.

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