Giovani Ferreira
De Curitiba
A situação da presidente da Associação dos Camelôs de Ponta Grossa, Diva de Oliveira, está cada vez mais complicada dentro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que foi aberta pela Câmara de Vereadores para investigar irregularidades no camelódromo da cidade. Na tarde de ontem a CPI ouviu mais duas pessoas, que reforçam em seus depoimentos as denúncias contra a presidente da entidade e revelam a omissão da prefeitura municipal nas transações feitas com as bancas do camelódromo.
Ontem foram ouvidos Marlene Fernandez Flores e Ederson Machado. Os dois possuem bancas na Praça João Pessoa, onde estão estabelecidos mais de 130 camelôs. De acordo com o vereador Gerveson Tramontin Silveira (PT), presidente da CPI, os dois comerciantes atuam de forma irregular. Marlene, por exemplo, declarou que não pagou pela banca, mas também não tem permissão da prefeitura para trabalhar no camelódromo.
O depoimento de Ederson já foi mais comprometedor, uma vez que contou aos membros da CPI que pagou pela banca. Ederson, segundo o vereador, também denunciou que Diva de Oliveira teria orientado para que ele não falasse sobre a transação para não comprometer o ‘‘chefe’’. Esse chefe seria o diretor do Departamento de Urbanismo da prefeituea, Oscar Chaves Pereira.
A CPI já colheu os depoimentos de cinco pessoas. Na quarta-feira devem ser ouvidas mais quatro testemunhas. Os membros da CPI têm mais quatro semanas para concluir o relatório, que será enviado ao Ministério Público. Um assessor jurídico do ministério está acompanhando os depoimentos na CPI. O promotor Paulo Ovídio dos Santos pretende apurar se houve improbidade por parte de funcionários da prefeitura.

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