Depoimentos de policiais ratificam inquérito
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segunda-feira, 23 de maio de 2005
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Dois policiais envolvidos no espancamento e morte de Jamys Smith da Silva, 20 anos, foram ouvidos ontem pelo capitão Marcos Vinícius Koch, do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina. De acordo com o oficial, as oitivas apenas ratificaram as informações que constam do flagrante protocolado na última sexta-feira na Auditoria Militar, em Curitiba.
Juliano Ferraz Dias e Marco Aurélio da Silva Barbosa que prestaram depoimento ontem estão presos no 5º Batalhão. ''Eles disseram que foram a primeira viatura a se deslocar ao local, que se depararam com situação de perturbação de sossego, que solicitaram a diminuição do volume do som e que populares foram para cima deles. Não contaram nada que a gente não soubesse'', afirmou Koch.
Os depoimentos, tomados em separado, foram acompanhados pelo promotor Leonir Batisti, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC).
Ontem, um ofício foi enviado à médica e à enfermeira que presenciaram a chegada de Jamys ao Pronto Atendimento Municipal (PAM). O documento solicita que elas confirmem, por escrito, se a vítima já chegou em óbito ao posto. Elas seriam ouvidas ontem, mas a oitiva foi cancelada por dificuldade de adequação da escala de cirurgias da médica.
Jamys foi espancado na madrugada de 15 de maio por policiais militares que apuravam uma reclamação de perturbação do sossego por causa de uma festa que acontecia na casa da vítima, no Jardim Santa Fé (Zona Leste). Ele teria se recusado a abaixar o volume da música e, na confusão, foi agredido com cassetete, socos e pontapés, que provocaram uma grave hemorragia interna.


