A Polícia Civil de Guarapuava ainda não tem pistas do assassino do prefeito de Campina do Simão (45 km ao norte de Guarapuava), Hamilton Martins Dangui (PTB), 47 anos, morto com dois tiros na madrugada de sábado na garagem de sua casa, quando voltava de uma festa.
A mulher dele, Maria de Fátima Dangui, depôs ontem pela manhã na 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava. Segundo o delegado Darci Bianchini, Maria de Fátima disse em seu depoimento que seu marido não estava recebendo ameaças e nem tinha desavenças. ‘‘Teremos que começar da estaca zero. O depoimento dela não nos deu possibilidade de determinar nada. Não foi muito esclarecedor’’, disse.
Bianchini disse também que a polícia tem recebido várias informações sobre o crime, mas que os autores das informações não querem ser identificados. ‘‘Estamos recebendo informações de que o crime teria sido político, passional, problemas com herança, demissão de funcionários e até de sonegação de impostos por parte da prefeitura. Por mais absurdas que sejam as informações estamos checando todas elas. A polícia está dando prioridade total para este caso’’, afirmou o delegado.
No momento em que foi morto, Dangui estava com uma grande quantia em dinheiro que não foi levada pelo assassino. Segundo a perícia, os tiros não foram disparados à queima-roupa e o assassino teria fugido a pé pelo matagal existente próximo à casa, que fica em uma fazenda.
Dangui era o primeiro prefeito do recém-emancipado município de Campina do Simão. Ele foi também presidente da Câmara de Vereadores de Guarapuava, secretário municipal da Agricultura e presidente da Associação dos Municípios do Centro-Oeste do Paraná (Amcopar). Seu corpo foi sepultado anteontem de manhã no Cemitério Municipal de Guarapuava. O vice-prefeito Emílio Altemiro Dangui (PSDB) deve ser empossado prefeito ainda nesta semana.

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