O depoimento da testemunha ocular que promete esclarecer a morte da professora de música Estela Pacheco, que deveria ser prestado ontem, foi adiado para 29 de maio. Com isso, prolonga-se ainda mais o drama da família que aguarda por respostas desde a manhã de 14 de outubro de 2000, quando Estela teria sido jogada sem vida do 12º andar de um edifício do Centro de Londrina.
O agropecuarista Mauro Janene, 39 anos, acusado de assassinar a namorada no apartamento dele, esteve ontem na 1 Vara Criminal do Fórum de Londrina, onde corre o processo que apura o crime. Ele não quis dar declarações sobre o caso, limitando-se a dizer que tem comparecido a todas as audiências.
A oitiva foi adiada porque o advogado de Janene, Mauro Vioto, não foi localizado para receber intimação. Segundo o advogado Jackson Romeu Ariukudo, contratado pela família de Estela para auxiliar a promotoria, o depoimento seria considerado nulo se feito na ausência de Vioto. ''Se na próxima audiência, uma vez intimado, ele novamente não comparecer, a testemunha poderá ser ouvida mesmo assim.''
O homem que teria presenciado a morte de Estela - cuja identidade não foi revelada - procurou os advogados da acusação recentemente. Ele desmentiu a versão que constava nos autos, de que apenas a mãe e a irmã de Janene estariam no apartamento na noite do crime, dormindo. De acordo com a testemunha, dois casais teriam presenciado o fato.

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