Depoimento de PM sobre atropelamento é adiado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de julho de 2003
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
Foi adiado para segunda-feira, às 14h30, o depoimento do policial militar que teria provocado a queda de Anderson Amaurílio da Silva, resultando no atropelamento do rapaz, no dia 13 de junho, durante manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus próximo ao Terminal Urbano de Transporte Coletivo de Londrina. O jovem morreu 11 dias depois. Segundo o laudo do Instituto de Criminalística (IC) sobre as fitas das emissoras de TV que registraram o fato, entregue anteontem à polícia, o PM aparece nas imagens puxando Anderson pelo braço, o que, de acordo com os peritos, ocasionou a queda dele.
O depoimento do policial não pôde ser feito ontem porque ele ainda não foi identificado. Um outro PM, que aparece nas imagens dando ordens para que o ônibus avance também será ouvido. ''Na quinta-feira encaminhei o ofício e o CD com as imgens do acidente ao 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), mas como estavam todos ocupados com os preparativos para a solenidade de troca de comando (o tenente-coronel Manoel da Cruz Neto assumiu o lugar de coronel Rubens Guimarães de Souza), não puderam fazer o reconhecimento dos policiais'', justificou o delegado do 1º Distrito Policial (DP), Marcos Belinati, que cuida do caso.
Com a mudança na data do depoimento, o inquérito não pôde ser concluído ontem, como esperava Belinati. ''Esperamos que na segunda-feira mesmo ou, no máximo, terça possamos conclui-lo'', antecipou. Segundo ele, será feita uma análise das investigações para apontar as pessoas que serão indiciadas. Assim que o inquérito for entregue ao Ministério Público, o policial deve ser julgado pela Justiça Militar. ''Obviamente ele não teve a intenção de provocar o acidente, mas é o maior culpado. Como é um PM e estava em serviço, o caso dele será enviado para a Justiça Militar'', explicou Belinati.


