O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Wanderci Corral Fernandes, e o delegado Jorge Barbosa tomaram anteontem, em Campo Grande (MS), o depoimento de Cícero Gabai de Freitas, ex-segurança do empresário Júlio Cesar Marino, assassinado com quatro tiros dia 18 de dezembro, quando chegava em sua casa. ‘‘O Cícero nos abriu um leque para prosseguirmos as investigações do caso’’, afirmou Wanderci. Ele não quis revelar que espécie de investigações começaram a ser feitas, alegando sigilo por envolver muita gente. Cícero afirmou que trabalhou 15 anos para Júlio Marino e que sempre teve com ele um bom relacionamento.
A polícia chegou a suspeitar de Cícero em virtude de uma ação trabalhista que moveu contra Júlio Marino. Da ação - da qual ele esperava R$ 80 mil - recebeu apenas R$ 18 mil, o que teria irritado o ex-segurança. No entanto, Cícero disse ao delegado Wanderci que ficou satisfeito com a indenização, e que o trabalho em Campo Grande foi conseguido pelo próprio empresário assassinado, depois da demanda trabalhista.
A família de Júlio Marino contratou para fazer investigações paralelas o escritório em Curitiba do delegado de polícia aposentado Raimundo Nonato Siqueira. O delegado tem vasta experiência em casos de homicídios e foi um dos fundadores do Comando de Operações Especiais (Cope), grupo de elite da Polícia Civil.

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