Depoimento abre novas pistas sobre morte de Marino
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de janeiro de 1998
Paulo Ubiratan 
O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Wanderci Corral Fernandes, e o delegado Jorge Barbosa tomaram anteontem, em Campo Grande (MS), o depoimento de Cícero Gabai de Freitas, ex-segurança do empresário Júlio Cesar Marino, assassinado com quatro tiros dia 18 de dezembro, quando chegava em sua casa. O Cícero nos abriu um leque para prosseguirmos as investigações do caso, afirmou Wanderci. Ele não quis revelar que espécie de investigações começaram a ser feitas, alegando sigilo por envolver muita gente. Cícero afirmou que trabalhou 15 anos para Júlio Marino e que sempre teve com ele um bom relacionamento.
A polícia chegou a suspeitar de Cícero em virtude de uma ação trabalhista que moveu contra Júlio Marino. Da ação - da qual ele esperava R$ 80 mil - recebeu apenas R$ 18 mil, o que teria irritado o ex-segurança. No entanto, Cícero disse ao delegado Wanderci que ficou satisfeito com a indenização, e que o trabalho em Campo Grande foi conseguido pelo próprio empresário assassinado, depois da demanda trabalhista.
A família de Júlio Marino contratou para fazer investigações paralelas o escritório em Curitiba do delegado de polícia aposentado Raimundo Nonato Siqueira. O delegado tem vasta experiência em casos de homicídios e foi um dos fundadores do Comando de Operações Especiais (Cope), grupo de elite da Polícia Civil.


