A novela sobre a definição do terreno onde será construído o Centro de Detenção Provisória de Londrina teve um capítulo importante na tarde de ontem. Dois engenheiros do Departamento Penitenciário do Estado (Depen) estiveram vistoriando cinco terrenos, localizados na Zona Sul, e aprovaram um deles. A definição depende do levantamento topográfico que determinará o tamanho e, principalmente, a presença ou não de rochas na área.
O terreno que agradou aos engenheiros está localizado ao lado daquele que havia sido escolhido previamente. A obra só não foi executada nesse porque o proprietário não aceitou a proposta de desapropriação do Município e ingressou na Justiça. O chefe do setor de engenharia do Depen, José Carlos Moro Scheffer, explicou que o novo terreno escolhido é favorável por ser plano, possuir infra-estrutura básica, como rede de alta tensão, ser de fácil acesso às viaturas policiais e estar a uma distância considerável da zona urbana.
Scheffer acrescentou que todos os outros terrenos visitados foram descartados por possuírem um declive muito acentuado. Ele esclareceu que se o levantamento topográfico indicar que a obra pode ser feita nesse terreno, o Estado não colocará obstáculos. O imóvel deverá ter, no mínimo, 15 mil metros quadrados. ''Ficaremos na dependência da desapropriação da área'', frisou.
O gerente do setor de topografia da Secretaria de Obras, Mauro Campanini, garantiu que ainda hoje será iniciado o levantamento plano e altimétrico cadastral do terreno. Segundo ele, serão avaliados o comprimento e a largura do terreno, além da profundidade em que se encontram as rochas. O trabalho deve ser concluído em quatro dias. Em seguida, a documentação será enviada para o Depen.
O proprietário da área, Norberto Guijara, afirmou que tem interesse em negociar o terreno, pois teve um desentendimento com o vizinho e pretende comprar um sítio em outro local. Apesar da área ter mais de 70 mil metros quadrados, ele aceita dispor somente uma parte. Guijara adiantou que não terá problemas em aceitar a oferta da prefeitura de R$ 5,00 por metro quadrado.
O secretário municipal de Governo, Adalberto Pereira, observou que o município já possui o dinheiro necessário para a desapropriação da área. Durante a negociação para o terreno vizinho, o município depositou, em juízo, R$ 61,4 mil.
O Centro de Detenção Provisória terá capacidade para 900 detentos. O governo do Estado deverá gastar R$ 6,8 milhões para a execução da obra.

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