Depen apura denúncias na PEL
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terça-feira, 20 de janeiro de 1998
Paulo Ubiratan 
O vice-coordenador do Departamento Penitenciário (Depen) Flávio Buchmann e a gerente de produção do órgão, Dilza Merly Sbrissa, chegaram ontem em Londrina para apurar denúncias - contidas em uma carta anônima - de irregularidades que estariam ocorrendo na Penitenciária Estadual (PEL). Temos um prazo de 10 dias para entregarmos o relatório ao diretor do Depen, Sizenando Paredes. Mas prtendemos entregar o documento já na próxima sexta-feira, disse Buchmann.
A pedido do promotor substituto Leonardo Vilhena, o delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial, Acácio Azevedo, foi nomeado para chefiar as investigações sobre as denúncias. O delegado trabalhará apenas sobre o caso de possível tráfico de drogas entre os presos e funcionários, conforme consta na carta.
Buchmann disse que vai solicitar ao delegado Acácio que também investigue o desaparecimento de diversos documentos, referentes às denúncias de que funcionários da PEL estariam recebendo horas adicionais sem trabalhar. Estes documentos internos foram furtados da PEL, possivelmente por quem fez as denúncias na carta. Temos identificado, sem provas ainda, o nome de quem escreveu a carta. Gostaríamos que esta pessoa se apresentasse e tivesse a coragem de assumir as denúncias. Uma carta neste nível, quando vem sem assinatura, serve para desestabilizar o sistema (carcerário) e intranquilizar os presos, explicou Buchamann.
Ele disse que dividiu em 13 itens o trabalho de investigação. Mesmo que a carta não tenha assinatura, vamos apurar até as últimas consequências toda a verdade. Segundo Buchmann, a carta-denúncia primeiramente chegou às mãos do ouvidor do Estado, João de Oliveira, que a repassou para o então secretário da Justiça e Cidadania, Edson Vidal. No mesmo dia o secretário enviou a carta ao Depen para que apurasse os fatos. Edson Vidal afastou-se da secretaria na última sexta-feira; lugar Eduardo Rocha Virmond o substituiu.


