Depen acata decisão 'a contragosto'
O coordenador do Departamento Penitenciário do Estado (Depen), Divonsir Taborda Mafra, afirmou ontem que pediu o cumprimento da ordem ''a contragosto'' e que a Procuradoria Geral do Estado já trabalha para recorrer da decisão da Vara de Execuções Penais (VEP) em Londrina.
Mafra afirmou que a medida antitabagista foi tomada visando a melhoria da qualidade de vida dos presos que, sozinhos, não teriam condições de largar o vício. Atualmente, o cigarro está proibido na Penitencia Estadual de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba) e nas prisões industriais de Guarapuava e Cascavel. A intenção é banir o cigarro de todo o sistema prisional paranaense. ''Nas outras unidades corre tudo bem, muitos presos até agradecem e desconheço qual exatamente foi o motivo que não conseguimos implementar a medida em Londrina'', disse.
Para ele, a argumentação de que os presos provisórios como os da CCL teriam direito a usar o cigarro, uma droga lícita também foi rebatida por Mafra. ''O álcool é droga lícita e o alcoolista também é doente e nem ele tem direito à bebida na prisão'', afirmou.





