Denúncias que envolvem a polícia
Joni Rodrigues era foragido da Justiça de Marília (SP) desde 1992. Ele foi condenado em três processos por crime de estelionato. Para não ser pego, fugiu para Curitiba onde continuou no ramo de revenda de automóveis. Conseguiu amizades com o alto comando da PM paranaense doando veículos para a corporação.
Um mandado de prisão preventiva contra Rodrigues adormecia nas gavetas da Delegacia de Vigilância e Capturas, em Curitiba, desde 1996. Ele e sua mulher, Rosângela Abusio Rodrigues, tiveram prisão preventiva solicitada em maio. A Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido. Ambos estão desaparecidos.
No caso das jaquetas, o próprio importador do material, o empresário Georges Pantazis confirmou à Folha que a transação foi feita sem licitação. Pantazis alegou que também não há necessidade de licitação quando a PM necessita de fardas e calçados produzidos pela Associação da Vila Militar (AVM), que é administrada pelos próprios policiais. A antecipação do pagamento de R$ 350 mil a Pantazis ocorreu durante reunião do Conselho Administrativo e Econômico da corporação, presidido pelo coronel Luiz Fernando de Lara. Pantazis disse que a aprovação foi verbal e gerou polêmica entre os outros coronéis do conselho, que se posicionaram contra a decisão de Lara. (Dimitri do Valle)

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