Denúncias falsas atrapalham Nucria
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de novembro de 2008
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Dos 682 boletins de ocorrência registrados pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescentes Vítimas de Crime (Nucria) neste ano, 337 estão relacionados com violência sexual ou violência doméstica. A unidade especializada tem 600 inquéritos policiais abertos, em investigação. Esses números representam o tamanho do problema que os policiais do Nucria têm enfrentado, mas, agora, com um agravante. Desde janeiro deste ano foram feitas mais 365 denúncias ao Nucria. Deste total, 80% eram falsas, atrasando as investigações em andamento.
''São pessoas que fazem denúncias falsas para prejudicar outras, como vingança pessoal entre maridos e esposas, e vizinhos. Eles estão prejudicando as crianças que realmente precisam da polícia'', alertou o superintendente do Nucria, Luiz Augusto Dias de Souza.
A morte da menina Rachel Genofre, 9 anos, por enquanto sem solução, aumentou o número de denúncias na unidade. Desde 5 de novembro, o aumento foi de 40%. Souza faz um apelo para que as pessoas parem de encaminhar denúncias falsas. As ligações com supostas informações de crime são checadas, gastam tempo e consomem dinheiro público, além de atrasar outras apurações. O Nucria já prendeu 21 pessoas durante este ano e atendeu 308 crianças no setor de psicologia.
Orientações
Com o objetivo de orientar as crianças sobre segurança, o Serviço de Investigação de Criança Desaparecida (Sicride) lança, na segunda-feira, às 10 horas, um gibi com histórias e passatempos com várias dicas. A publicação também divulgará fotos de crianças desaparecidas no Estado.
Serviço
Para informar a polícia, a população pode ligar para 181, 100, 197, 190, 156 e (41) 3244-3577.


