A diretora da Escola Estadual Dr. Olavo Garcia da Silva, Marilda Siqueira, afirmou ontem que pode suspender por tempo indeterminado as aulas do período noturno, a partir do início de abril, caso as autoridades políticas e policiais não tomem providências para resolver o problema de insegurança que atinge a escola. O problema se agravou a partir de fevereiro.
Na semana passada, as aulas da escola foram suspensas por duas noites consecutivas em consequência das agressões e ameaças feitas por alunos aos professores. De acordo com denúncias, os alunos portam armas e usam drogas constantemente. Três professores foram agredidos fisicamente na última quarta-feira. A escola, que atende 1.200 alunos em quatro períodos, sendo cerca de 350 à noite, fica no Conjunto Habitacional Avelino Vieira (zona oeste) de Londrina.
‘‘Estamos preocupados com o aumento da violência entre os estudantes. Há constantes denúncias de que aproximadamente 30 deles portam armas brancas e de fogo e traficam drogas na escola’’, afirma a diretora Marilda Siqueira. Ela ressalta que agressões leves, xingamentos e pressão psicológica contra os docentes têm se tornado rotina. ‘‘Os bons alunos, que são a grande maioria, professores, funcionários e direção estão sofrendo ameaças e correndo risco de vida. Sem providências urgentes, não há a possibilidade de continuarmos trabalhando.’’
O vereador Sidney de Souza (PST) entrega hoje, em Curitiba, documento solicitando empenho na tomada de providências aos deputados estaduais londrinenses Moysés Leônidas (PDT) e Antonio Carlos Belinati (PSB), além do presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL). Ontem, ele fez pronunciamento na Câmara relatando o aumento da violência e insegurança na escola do Avelino Vieira.
‘‘A violência e o tráfico de drogas ultrapassaram os muros da escola e já se infiltraram nas salas de aulas. Esta é uma situação inadmissível e absurda, que necessita de solução em caráter emergencial’’, comentou Souza, que amanhã se encontrará com o prefeito Antonio Belinati (sem partido) para levar a reivindicação da construção de um módulo policial na vizinhança da Escola Olavo Garcia da Silva.
O vereador distribuiu documentos em que a direção da escola solicita providências, desde outubro do ano passado, ao comando do 5º Batalhão da PM, e mais recentemente às polícias Civil e Federal, e ao Núcleo Regional de Educação. Além da construção do módulo, a diretora reivindica policiamento externo ostensivo, policiais à paisana para investigações internas, a revista dos estudantes no período noturno, e novos funcionários para atuarem na inspeção, vigia e supervisão e orientação dos alunos. ‘‘Estamos amedrontados. As autoridades têm que tomar providências, antes que alguma tragédia aconteça,’’ ressaltou ela.Mario CesarInsegurançaDireção da escola localizada na zona oeste de Londrina ameaça suspender aulas: violência e drogasOsmani Costa

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