Denunciantes temem
vingança de policiais
A investigadora Raquel Bandeira, sua irmã de criação Ana Paula, e a suposta vítima das torturas do delegado e dos policiais de Campo Largo temem sofrer represálias por parte dos acusados. Todos afirmam que foram ameaçados de morte pelo delegado e seus subordinados caso resolvessem comunicar os fatos às autoridades. Oliveira teria dito para Ana Paula e a suposta vítima que, se eles procurassem a Corregedoria da Polícia Civil ou a Justiça, seriam calados.
Segundo a irmã de Raquel, o delegado não se furtou em dizer que conhecia métodos para que o caso não fosse denunciado. ‘‘Ele disse para mim: ‘vá procurar a Corregedoria que temos várias maneiras de fazer uma pessoa fechar a boca’’, afirmou Ana Paula. A padeira disse ter visto de relance os policiais batendo no acusado durante o interrogatório. ‘‘Eu vi as torturas. Vi de relance eles batendo’’, afirmou. A vítima também garantiu ter sido ameaçada de morte. ‘‘O delegado disse para mim que, se eu procurasse a Justiça, ele calava minha boca. Mandava me matar’’, afirmou.
O delegado Marcos Antônio nega todas as acusações. Segundo ele, a denúncia é uma armação para prejudicá-lo. Marcos alegou que está sendo acusado pela policial e a família porque estava investigando o envolvimento de Raquel e Ana Paula com o tráfico de drogas e a venda de dados sobre as investigações da polícia. O delegado disse que joga duro com os bandidos, mas que não tem por prática torturar os interrogados. ‘‘Costumo jogar pesado com ladrão e traficante. Se precisar dar uns gritos não me incomodo não’’, afirmou. O delegado disse ainda ser um policial de rua, que não deixa as ‘‘broncas passar em branco.’’

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