Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
A comissão formada pela Federação das Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) no Paraná começa a ouvir na próxima segunda-feira, os depoimentos dos envolvidos nas denúncias de irregularidades cometidas pela diretoria da Apae de Curitiba. Vão prestar depoimento os diretores executivos da entidade, funcionários e ex-funcionários da última gestão, presidida pela vereadora Jane Rodrigues (PPB). Segundo Maria Lúcia de Almeida Furquim, que coordena a federação e a auditoria interna, a investigação será concluída no ‘‘menor prazo de tempo possível’’.
As denúncias também estão sendo investigadas pela Procuradoria Geral de Justiça do Paraná. A promotora Rosana Beraldi Bevervanço, do centro de apoio operacional da Promotoria de Defesa das Pessoas Portadoras de Deficiência, informou que a coleta de dados em documentos da entidade está na fase final. O relatório conclusivo da investigação, segundo ela, deve ser divulgado dentro de duas semanas.
Um grupo de 12 professores da Apae denunciou as irregularidades. De acordo com eles, o maior problema era o desrespeito aos funcionários. As denúncias mais contundentes são contra o marido da presidente da Apae, Newton Rodrigues, que exercia o cargo de administrador geral. Entre as outras denúncias, está o pagamento parcelado dos salários há quase um ano, não recolhimento do FGTS e INSS há pelo menos dois anos, desvio de função de funcionários, falta de professores e material.
Desde o dia 27 de setembro, a Apae de Curitiba está sendo administrada por uma diretoria provisória, que assumiu a instituição baseada em um mandado judicial de reintegração e citação.

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