Maringá - Oito horas depois de ter sido denunciado no programa Linha Direta, da Rede Globo, o entregador de gás Rosney Galdino de Moura, 33 anos, foi preso ontem em Maringá. Ele foi reconhecido por diversas pessoas que moram em Maringá e que ligaram para o disk denúncia do programa. Moura é acusado de fazer parte de uma quadrilha especializada que em fevereiro do ano passado matou o padre italiano Nazareno Lanciotti, 61 anos, em Jaru (MT).
De acordo com o programa, a quadrilha era especializada em assaltos às casas paroquiais. A quadrilha roubava, principalmente, sacerdotes estrangeiros porque acreditava que eles guardavam dólares. No caso do roubo à casa paroquial de Jaru (MT), a quadrilha teria insistido para que o padre abrisse um cofre.
Apesar das justificativas de que o cofre era antigo e que ninguém conseguiria abri-lo, a quadrilha teria começado a fazer roleta-russa para intimidar as pessoas presentes na casa paroquial. Depois de apontar para duas pessoas, a bala do revólver acabou sendo disparada na cabeça do padre Lanciotti.
A polícia de Jaru conseguiu identificar os nove integrantes da quadrilha, e apenas Moura e Celso da Silva estavam foragidos. O programa foi exibido na noite de anteontem.
De acordo com o delegado chefe da 9 Subdivisão Policial de Maringá, Maurício de Oliveira Camargo, logo que terminou o programa, um jornalista da Rede Globo entrou em contato com a delegacia informando que a direção do programa tinha recebido vários telefonemas informando que o acusado estava em Maringá. A polícia checou o endereço e fez campana até a manhã de ontem.
Conforme o delegado, Moura não resistiu à prisão. Ele negou que tenha participado do assassinato do padre Lanciotti. Moura disse apenas que conhecia alguns integrantes da quadrilha e que teria participado de um único assalto com o bando, na cidade de Barra do Garças (MT). Conforme Camargo, a polícia de Jaru (MT) teria confirmado a participação de Moura na quadrilha que matou o padre. Moura será trasnferido para o MT, onde tem um mandado de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária.

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