Denúncia surpreende empresas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de setembro de 2000
Carolina Avansini De Londrina 
Representantes das empresas envolvidas na fabricação e distribuição dos produtos irregulares mostraram surpresa ontem ao serem informados sobre as constatações do Ipem e Claspar. Fátima Saporetti, responsável pela cestas básicas distribuídas pela empresa Comércio de Gêneros Alimentícios Tawerli Ltda, afirma que comprou arroz e feijão tipo 1, mas não tem como testar 1.500 cestas. As indústrias devem ser responsabilizadas pela qualidade do produto, analisa.
O proprietário da empresa que empacota o arroz Tuquinha, que se identificou apenas como Dorival, alegou que não sabe a razão da diferença verificada pela análise do Ipem e disse que em 20 anos esta é a primeira vez que isto acontece. Vou recorrer de qualquer multa, comenta.
Sobre o feijão Alvorada, o proprietário da empresa, Altair Gasparetto, informou que ainda não foi notificado. Não tenho como emitir opinião sem ver o laudo, existem muitos detalhes a serem observados. Mas se houver irregularidades, elas serão corrigidas.
Membro da administração da fabricante do feijão De Ouro, Délcio Cister, acha que os problemas verificados em seus produtos são decorrentes de falhas na preparação e armazenamento das mercadorias. Não sei quando o feijão foi entregue, defende-se. A Folha tentou entrar entrar em contato com representantes do arroz Santa Ida, mas não obteve resposta. (Colaborou Betânia Rodrigues)


