As denúncias de irregularidades na permuta de livros surgiu em outubro de 97. Em 93, o professor de história Carlos Yoshio Okawati doou mais de três mil livros à Biblioteca Pública de Londrina. Em setembro de 97, o professor encontrou várias obras doadas sendo vendidas na Livraria Lido, especializada na comercialização de usados. Outros livros doados por Okawati à Biblioteca Municipal foram encontrados na Livraria M. Revolti, em Maringá, e na biblioteca da Universidade Norte do Paraná (Unopar).
O livreiro maringaense disse que os livros foram adquiridos na Lido e devolveu os 12 volumes remanescentes. A assessoria de imprensa da Unopar
confirmou informação e disse que os livros chegaram ao acervo daquela universidade através de doações e permutas.
Além da Biblioteca Municipal, há denúncias de desvio de livros doados também para a Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A jornalista Ana Marta Garcia da Silva doou para as bibliotecas da UEL (cerca de 8 mil volumes) e para a Municipal (mais de 3 mil) o acervo da biblioteca particular do marido, o arquiteto Luís César da Silva, já falecido. Também livros doados pela jornalista foram encontrados a venda em livrarias comerciais. O delegado do 3º Distrito Policial, Jurandir Gonçalves André, presidiu inquérito que acabou indiciando um funcionário da Biblioteca da UEL. (A.N.)

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