Denúncia sobre perigo de LSD será investigada
Luciana Pombo
De Curitiba
A Secretaria de Estado da Educação começará a investigar a denúncia de que tatuagens com Diletilamida Ácido Lisérgico (LSD) estariam sendo vendidas para alunos da rede estadual de ensino. A denúncia foi feita pela Internet, através de uma mensagem atribuída ao 17º Batalhão da Polícia Militar e enviada para os núcleos regionais pela funcionária da Secretaria da Educação, Kátia Regina Groechentz.
A assessoria de imprensa da Secretaria da Educação confirmou o envio das mensagens, mas argumentou que a iniciativa foi particular de uma funcionária que não mediu as consequências desse tipo de mensagem. Ela teria recebido o alerta sobre as tatuagens com LSD pela Internet e enviado a outros usuários. A assessoria alegou ainda que não existe qualquer denúncia neste sentido por parte de pais de alunos ou funcionários de escolas.
O alerta na Internet é sobre o perigo de uma tatuagem chamada Blue Star (estrela azul). As figuras adesivas, impregnadas de LSD, poderiam causar alucinações, vômitos, risadas incontroláveis, mudanças nos modos e na temperatura do corpo.
O tenente Marcos Benetti, do 17º Batalhão da Polícia Militar, que fica na Região Metropolitana de Curitiba, negou que a mensagem tenha sido originada nos computadores da PM. De acordo com ele, foi feita a verificação de todos os arquivos dos computadores do 17º na tentativa de localizar qualquer arquivo ou mensagem de alerta sobre as tatuagens.
Só sabemos que esse alerta não surgiu daqui. Estamos tomando todas as providências para descobrirmos de onde surgiu isso, afirmou ele. O tenente garantiu ainda que não houve qualquer denúncia de moradores da região, pais de alunos ou estudantes sobre as tatuagens junto aos policiais do 17º Batalhão.
Denúncias sem fundamentos são comuns na Internet, mexendo com o imaginário das pessoas, principalmente em questões de saúde e segurança. Assim já apareceram casos de roubos de órgãos humanos, propagação proposital de Aids em cinemas e outros. A única variação em relação à denúncia de LSD em figurinhas adesivas é que esta foi retransmitida por uma assessora da Secretaria da Educação, o que deu ainda mais veracidade à história.





