Denúncia de sequestro é investigada
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quinta-feira, 08 de maio de 1997
Da Redação 
O delegado Valdir Abrahão da Silva está investigando denúncias da professora Idinéia Aparecida de Souza, que diz ter sido sequestrada por Rogério Gonçalves de Lima, 26 anos, durante perseguição policial na manhã de terça-feira. Rogério é fugitivo da Colônia Penal Agrícola e foi reconhecido por detetives da 10ª Subdivisão Policial (SDP) quando estava parado na frente de uma padaria na rua Tremembés, vila Casoni (centro).
Ao ver os policiais, Rogério fugiu no Escort, de placas ACW 6327, dirigido em alta velocidade pela professora. O fugitivo foi preso ao sair do carro, na avenida Brasília. A professora seguiu no carro e, mesmo perseguida por policiais, conseguiu fugir. Depois se apresentou na 10ª SDP, dizendo que Rogério a havia sequestrado.
Idinéia contou que, sob a mira do revólver de Rogério, foi obrigada a fugir com ele. Apesar de fazer a denúncia, identificou apenas a camisa que o fugitivo usava, sem reconhecê-lo fisicamente. Minutos antes que a professora fosse à polícia, Rogério havia contado que mantinha um relacionamento amoroso com Idinéia. Depois negou tudo.
O marido de Idinéia esteve na 10ª SDP. Ele disse que não saber que a esposa havia entrado com uma ação judicial para separação. Ele afirmou ao delegado que estava surpreso, pois o relacionamento com a mulher seria bom. Dois policiais contaram que, quando Rogério saiu do carro, a professora não obedeceu às ordens de parar, seguindo na fuga. Estas contradições levaram o delegado Valdir Abrahão a investigar com mais profundidade a denúncia de sequestro.
Rogério está enquadrado por sequestro, que caracteriza crime hediondo. Se for condenado, poderá ter pena superior a 15 anos de prisão.


