Denúncia de negligência será arquivada
Sid Sauer
De Campo Mourão
A sindicância aberta pela Secretaria de Saúde de Goioerê (67 km a oeste de Campo Mourão) para apurar a morte da menina Cláudia Aparecida Pinto, de 13 anos, pode ser arquivada pela falta do depoimento dos pais dela, que são as principais testemunhas do caso. Cláudia morreu em novembro do ano passado sob suspeita de negligência médica. Ela estava com pneumonia e foi tratada como se tivesse uma simples dor de garganta.
A hipótese de arquivamento do processo foi admitida ontem pela secretária de Saúde de Goioerê, Maria Cecília Pugliese. Sem o depoimento dos pais da menina não teremos dados suficientes, disse. De acordo com ela, os pais de Cláudia alegaram que a morte da menina ainda causa muita dor e eles não querem mais tocar no assunto. Na época da morte, no entanto, o pai dela, Júnior Marcelino Pinto, acusou o médico Josemar Queiroz de ter sido negligente no caso.
Marcelino disse na época que a menina estava vomitando sangue coagulado e que, mesmo assim, tomou apenas uma injeção e foi liberada para voltar para casa numa sexta-feira à noite. Cláudia continuou passando mal e voltou ao Pronto Socorro Municipal no sábado, acabou internada na Santa Casa e morreu cerca de seis horas depois. A morte da menina revoltou a comunidade rural onde ela morava.
Maria Cecília disse que a sindicância deve ser concluída até a semana que vem. Caso o arquivamento do processo seja confirmado, Queiroz poderá voltar a atender no Pronto Socorro Municipal. Ele está afastado da função desde a abertura da sindicância. O médico não comenta o caso com a imprensa. Além de atender no PS, ele é sócio do Hospital Santa Maria, também em Goioerê.





