Denúncia de corrupção adia júri
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segunda-feira, 09 de abril de 2001
Betânia RodriguesDe Londrina 
Uma denúncia de tentativa de corrupção do júri adiou por um mês o julgamento de Pedro Fernandes Guerreiro Júnior, 28 anos, envolvido na morte de Luciano Alberto Novaes ocorrida em 18 de setembro de 93, em Londrina. Os pais da vítima disseram ao juiz da 1ª Vara Criminal, João Cléve Machado, que ontem viram Cristian Schietti conversando com um dos jurados antes do início da sessão. Schietti já foi condenado como co-autor do crime e era uma das testemunhas arroladas.
O jurado confirmou ter conversado com Cristian que não apareceu para depor, disse o advogado de acusação, Mauro Viotto. Segundo ele, o revólver calibre 38 utilizado para matar Luciano estava no apartamento de Júnior, mas foi pego por Cristian que assumiu a autoria dos disparos.
Novaes foi morto no final de uma festa promovida por estudantes no Restaurante Universitário da Avenida Juscelino Kubtischeck. De acordo com o advogado de Júnior, Antonio Carlos de Andrade Vianna, os três rapazes teriam brigado durante a festa e depois de terem sido expulsos do local resolveram acertar as contas do lado de fora. A vítima foi alvo de dois tiros. Na época, ele tinha 22 anos.
Júnior e Schietti foram presos em flagrante. O segundo tinha 17 anos e por isso já foi condenado pela Vara de Menores a prestar serviços comunitários. Júnior está em liberdade provisória e nega a autoria do crime. A sessão que começou por volta das 13h40 terminou às 16 horas e o juiz transferiu o julgamento para o dia 9 de maio, no mesmo horário.


