Policiais do Tático Integrado de Grupo de Repressão Especial (Tigre) estão sendo acusados de forçar testemunha a depor sem intimação oficial, no caso do quebra-quebra em Ibiporã. O ato de vandalismo ocorreu no dia 16, uma semana após a morte do pastor José Idalécio Bueno. Ele teria sido vítima de espancamento por policiais militares, após uma discussão de trânsito na BR-369, em frente ao posto da Polícia Rodoviária. Depois de um ato de repúdio, uma multidão destruiu o posto policial e a delegacia da cidade. Odília Rosa de Oliveira, 53 anos, conta que há duas semanas três homens, identificando-se como policiais, foram à sua casa procurando o marido dela, Ozéias Alves de Oliveira, 53 anos. Ela relata que os homens faziam ameaças de levá-lo ‘‘na marra’’. O delegado que investiga o quebra-quebra, Itiro Hashitani, confirmou que os policiais estavam indo na casa de Ozéias para convocá-lo a depor. ‘‘Estamos trazendo para a delegacia todos as pessoas que apareceram no vídeo que temos do quebra-quebra. O senhor Ozéias é um deles e deve assumir o que fez.’’

mockup