Denúncia contra Josyê por omissão é acatada
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sexta-feira, 06 de março de 1998
Paulo Ubiratan 
A fazendeira Josyê Godoy foi denunciada pelo Ministério Público por omissão de socorro ao tio dela, Olavo Godoy, e constrangimento ilegal a funcionários da fazenda Santa Helena em Londrina. Olavo, um dos pioneiros londrinenses, morreu em 22 de dezembro de 1996, possivelmente por causa de uma queda da cama. As denúncias foram acatadas pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas, que deverá ouvir a acusada às 14h30 do dia 17 de agosto.
Segundo as denúncias, a sobrinha de Godoy teria omitido socorro duas vezes. Na primeira, o pioneiro teria sofrido uma queda na fazenda e somente cinco dias depois Josyê teria levado o tio ao hospital, mesmo que avisada no dia pela enfermeira de que ele precisava de atendimento. A segunda vez foi quando Olavo Godoy acabou morrendo. Ele teria caído da cama e sofreu ferimento na cabeça e hemorragia pelo nariz. A sobrinha teria buscado socorro apenas cinco horas depois. Antes de morrer, Godoy permaneceu três dias em estado de coma no Hospital Evangélico.
Na época, as investigações policiais chegaram a questionar se o pioneiro realmente caiu da cama. Quando a polícia chegou na fazenda, o quarto do pioneiro havia sido totalmente mexido, descaracterizando todo o cenário da possível queda de Olavo Godoy. O fato teria ocorrido por volta das 9 horas do dia 22 de dezembro e somente às 14 horas foi providenciado socorro à vítima. Os funcionários denunciaram que foram constrangidos pela sobrinha caso falassem à polícia sobre a omissão de socorro. Josyê teria ameaçado despedi-los se contassem a verdade.
Após o depoimento da acusada, o juiz Arquelau Ribas deverá ouvir o depoimento das testemunhas de defesa e de acusação. Cinco testemunhas foram arroladas pelo Ministério Público.


