Denúncia causa transferência de delegado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de setembro de 1997
Sandra Mara Mendes Especial para a Folha 
O delegado de Capanema (112 km a oeste de Francisco Beltrão) Messias Antônio da Rosa foi transferido para Catanduvas, após denúncia feita pela Promotoria Pública envolvendo ainda outros policiais. Messias, o investigador José Maria Vieira da Silva, o carcereiro Reinaldo Cursio e o escrivão Altair Jorge Lacerda são acusados de abuso de autoridade e concussão.
Conforme denúncia do promotor Guilherme Freire de Barros Teixeira, eles invadiram duas residências sem mandado judicial e deram ordem de prisão a Laídes Maria Basegio e seu filho Elio Basegio Filho. Os policiais receberam denúncia anônima contra Laídes e o filho que estariam aliciando trabalhadores.
Na delegacia, os quatro policiais teriam exigido que mãe e filho pagassem R$ 10 mil para evitar o flagrante. Sob ameaça de violência, os dois assinaram folhas em branco e negociaram o pagamento. Laídes e o filho fizeram a denúncia à promotoria.
Os envolvidos negam as acusações e já encaminharam a defesa prévia. O delegado Messias reclama que o promotor baseou sua denúncia apenas no relato de Laídes, do filho e de testemunhas. Acredito que quando o juiz analisar e oubir ambas as partes ficará convicto que somos inocentes, disse.
O advogado Edson Abdala, de Curitiba, foi nomeado pela Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol) para defender os policiais. A pena prevista os crimes de concussão e abuso de autoridade é de 2 a 8 anos de reclusão. O juiz Márcio Geron não quis comentar o caso.


