Denúncia aponta agressão na Casa de Custódia
Um assunto delicado foi abordado apenas superficialmente na reunião de ontem: uma denúncia de que 14 presos da CCL, vindos do 2º DP no mês passado, teriam sido espancados por agentes de disciplina no último dia 17 de maio. Segundo Alessandra Celestino, delegada regional do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado do Paraná (Sinspp), na semana passada um funcionário da própria casa de detenção denunciou a agressão contra os detidos, que teria acontecido no pátio da prisão, com as câmeras do sistema interno de vigilância desligadas.
''Infelizmente não é a primeira vez que recebemos denúncias do tipo'', disse Alessandra, que foi demitida há pouco da CCL e não foi convidada para a reunião de ontem. A deputada Elza Côrreia afirmou que também foi informada de várias agressões ocorridas no local. ''Esse modelo de terceirização dos presídios não parece estar funcionando'', disse ela.
Na semana passada, o coordenador estadual do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, Jorge Custódio, entregou pessoalmente ao secretário de Justiça, Aldo Parzianello, um documento com as denúncias. O diretor da CCL, major Edison Tomaz, afirmou ontem que um procedimento administrativo foi aberto para apurar o caso. ''O que ocorre é que há tempos temos problemas com o sistema de vídeo, que falha constantemente. Mas se as denúncias forem verdadeiras, não vamos esconder nada'', disse. A assessoria de Parzianello informou que a Secretaria de Justiça instaurou uma sindicância para apurar as denúncias.





