Denúncia alerta para remédio falso
Denúncia alerta para remédio falso
Maurício Borges
Odair StraliottO promotor Delazari, com a caixa do remédio falso: investigaçãoO promotor Luiz Fernando Delazari, da Promotoria de Defesa do Consumidor, instaurou ontem processo para apurar a existência de medicamentos falsos nas farmácias de Apucarana.
A denúncia partiu da micro-empresária Regina Pacheco Franco que, a partir de reportagens apresentadas na televisão, suspeitou do remédio Androcur, que havia comprado na Farmácia Mineira, no Centro.
Segundo ela, o medicamento e o número do lote (351) constavam da lista de cerca de 20 remédios falsificados divulgada na reportagem. Regina diz que comparou o que comprou com a embalagem de um Androcur original em outra farmácia. Descobri muito tarde que tratava-se de remédio falso, porque já havia ingerido o segundo vidro, com 20 comprimidos, contou.
Ela explicou que o medicamento foi indicado pela médica ginecologista Ana Maria Aquino, que também surpreendeu-se com os efeitos colaterais da medicação na paciente. A comerciante explicou que o remédio é mais utilizado para o tratamento de câncer de próstata, mas que, no caso dela, destinava-se a regular a taxa de hormônios masculinos.
Conforme Regina, o remédio provocou fortes dores de cabeça e paralisou seu ciclo menstrual por quatro meses. Passei muito mal e fiquei mais de um mês afastada do trabalho, lembrou Regina.
Se comprovado que o remédio é mesmo falso, os responsáveis pela falsificação podem ser condenados de dois a cinco anos de detenção, de acordo com o promotor Luiz Fernando Delazari.
Ontem, agentes policiais já percorreram várias farmácias de Apucarana, para constatar se havia novos frascos de Androcur, do lote 351, fabricado em outubro de 1996. Até o início da noite, a equipe havia apreendido sómente mais um frasco do remédio, na Farmácia Mineira, a mesma em que Regina Franco havia adquirido o produto suspeito. Um funcionário, que não quis se identificar, afirmou que o lote já estava lá quando o atual dono comprou a farmácia, há quatro meses.
Segundo o delegado João Batista Pinto, o remédio será imediatamente remetido para perícia no Instituto de Criminalística.





