Um quarteirão adiante, na esquina da mesma Sergipe com São Paulo, está Agnaldo Ferreira dos Santos, 43 anos. Há 10 anos vendendo alho, Agnaldo garante que o produto também é excelente para controlar o colesterol. Já o chá de alho, fervido junto com limão e uma folha de eucalipto, diz, ‘‘é um remedião, controla qualquer resfriado’’. Agnaldo enche a boca: ‘‘O alho é fantástico! Comida sem alho não tem conteúdo’’.
Mais 100 metros adiante, ainda na Sergipe, esquina com avenida Rio de Janeiro, se encontra o também aposentado Antonio Furtado, 74 anos, há 18 vendendo alho. Assim como os outros vendedores, ele enaltece as qualidades da planta dizendo, entre outras coisas, que ‘‘o alho é antibiótico e serve pra muita coisa’’. Contra-indicação? Ele apenas diz que não é aconselhado comê-lo cru em grande quantidade pois pode causar gastrite. No mais, qualquer um pode tomar seu copinho com alho amassado diariamente que ‘‘se não fizer bem, mal não faz’’.
E vem a última pergunta: ‘‘Tem um xará seu lá na esquina da Pernambuco com Pio XII que diz que o alho levanta o...’’ Antonio, do alto dos seus 74 anos, não deixou completar a rima e assegurou enfático: ‘‘Levanta! É certeza que levanta. É muito bom pra isso a풒. Como? Você não gosta de alho? Bem feito pra você: deve estar comendo muito mal.
(Apolo Theodoro)

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