Dentro do parque, investimentos para aumentar visitas
Ao contrário do entorno, não há lixo jogado na área interna do Parque Arthur Thomas. O espaço de lazer está passando por adequações, como a construção de lanchonete e banheiros. De acordo com a administração, o objetivo é garantir maior conforto e aumentar o número de visitantes. Hoje, perto de 70 mil pessoas vão ao local anualmente. Há sete anos, a média era de 120 mil.
Na tarde de terça-feira, uma grupo de visitantes do interior paulista aproveitava para apreciar as belezas do parque. O vendedor Wesley Braga, 21 anos, a estudante Danieli Gonçalves, 18, o autônomo Rafael Henrique Gonçalves Leite, 25, a dona de casa Lúcia Helena Gonçalves Leite, 43, e Bruna Alcantu de Leite, 6, percorriam as trilhas da localidade.
Eles elogiaram o parque, mas disseram que o espaço poderia ter mais animais e o pedalinho no lago. ''Vimos as capivaras que ficam no lago. Mas antes tinha mais macacos e outros bichos'', comenta Rafael Henrique, único dos visitantes que havia estado no parque anteriormente. Wesley comentou que em Assis, onde moram, só há um espaço semelhante: o Parque Buracão. ''Mas só há uma mata e não tem outras opções de lazer lá'', acrescenta.
A preservação da área de 85 hectares ganhou reforço recente com a contratação de segurança armada terceirizada. E ainda há uma equipe de 12 funcionários públicos. Só que esses homens são responsáveis também pela manutenção do Parque Daisaku Ikeda, também na Zona Sul.
O investimento mais recente, de acordo com o administrador Sidney Bertho, foi de R$ 600 mil - R$ 500 mil do Ministério do Turismo e R$ 100 mil da administração municipal. O dinheiro está sendo usado para a construção de lanchonete, mirante, trechos de cerca, veículos e equipamentos de proteção contra incêndio. Outra verba de R$ 100 mil provenientes do Ministério das Cidades será usada na compra de um carro elétrico e uma carreta para trenzinho.
Bertho revela que outro investimento importante foram os R$ 200 mil de uma empresa de transmissão de energia elétrica. Este valor foi usado na confecção de projetos de desassoreamento do lago, construção de galerias pluviais, estabilização das encostas e revitalização da usina hidrelétrica e aquisição de equipamentos eletrônicos.
Ele acredita que a construção das galerias é essencial para a manutenção do parque. ''Também é importante a conscientização dos moradores para que não joguem lixo no entorno'', ressaltou, explicando que esta atitude resulta em danos ambientais ao parque. (F.R.F.)





