Dentistas voluntários se encontram em Londrina
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sábado, 29 de junho de 2002
Célia Polesel<BR>Reportagem Local 
O programa Adotei um Sorriso promoveu ontem o 1º Encontro de Profissionais Voluntários de Londrina. O objetivo, segundo a coordenadora local de Londrina, Cristiana Castello Branco Nascimento, é compartilhar experiências e informações e fazer um balanço do que deu certo no programa e o que pode ser melhorado. Queremos sair daqui com estratégias para aumentar o voluntariado, já que a necessidade é grande. Também foram entregues certificados para os dentistas voluntários. Cada um atende gratuitamente, em seu consultório, uma criança carente.
O programa é desenvolvido em 119 cidades de todo o país pela Fundação Abrinq e pelo Instituto Ayrton Senna. A primeira experiência foi em 1997 em São Paulo com 15 dentistas e no final daquele ano tínhamos 230 voluntários, contou José Eduardo de Andrade, coordenador nacional do programa. No ano passado foram atendidos cerca de 2.800 crianças e adolescentes. Segundo Andrade, existem 180 cidades aguardando para implantar o programa.
No momento queremos é ampliar o atendimento onde o Adotei um Sorriso já está em funcionamento. A partir do próximo ano vamos abrir para as outras cidades, explicou. O site www.adoteiumsorriso.org.br pode ser utilizado para que os dentistas e as instituições interessadas em participar possam se cadastrar.
Em Londrina, o programa tem 100 voluntários que atendem entre 110 e 120 crianças dos Centros de Educação Infantil (creche) Imaculada Conceição, no Jardim União da Vitória, e Dom Geraldo Fernandes, no Jardim Petrópolis, ambos na zona sul. Cristiana informa que tem material para a adesão dos interessados. Informações podem ser obtidas pelos telefones (43) 324-6873 e 9995-8305.
O dentista Alexandre Daniel Belluomini é voluntário desde o início do programa em Londrina, para ele o trabalho voluntário é bastante gratificante. Nós estamos oferecendo o que temos de mais precioso que é a nossa profissão. É mais importante para quem dá do quem para quem recebe. Segundo ele, há um envolvimento afetivo com a criança, já que o objetivo é que ela seja atendida até os 18 anos. Enquanto o governo não puder suprir as necessidades da população cada um precisa fazer a sua parte.


