Dentistas relatam o que viram na Polônia
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de agosto de 1998
Paulo Pegoraro 
Membros da Regional de Cascavel da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) que estiveram na Polônia, a convite do governo daquele país, disseram ter conhecido experiências importantes na área e também na saúde pública em geral.
O presidente da regional da ABO, José Inglêz da Silva, disse ontem que está sendo iniciado um intercâmbio com a Polônia e já está definida a vinda a Cascavel de um professor da Universidade de Cracóvia (sul do país) para o congresso que será realizado no início de 99.
Os dentistas estiveram na Polônia durante duas semanas no final de julho. Depois, foram a outros países e visitaram centros universitários com cursos na área de saúde. O convite partiu de Andrzej Lepper, representante do governo polonês que esteve em Cascavel no início do ano.
A viagem fez parte de um programa de aperfeiçoamento dos profissionais do setor, que estão frequentando em Cascavel sete cursos de pós-graduação organizados pela entidade, com professores de várias faculdades brasileiras.
Além do interesse específico na área de odontologia, os profissionais procuraram se informar e constatar pessoalmente questões sociais da Polônia. Conhecemos um país de Primeiro Mundo em vários aspectos, disse José Inglêz da Silva, relatando que a população tem elevada formação escolar, com analfabetismo de apenas pouco mais de 1% entre os 39 milhões de habitantes. Os índices de pobreza são muito baixos acrescenta José Inglêz da Silva.
As condições de saúde da população podem ser avaliadas pela expectativa de vida, de 67 anos para homens e 75 anos para mulheres. Os poloneses recebem toda a assistência básica de saúde gratuitamente, inclusive odontológica, embora sejam formados no país apenas 110 dentistas ao ano. No Brasil, com população quatro vezes maior, o número de formados é 80 vezes maior. As faculdades são todas públicas e os diplomados podem ingressar diretamente no serviço público de saúde, para jornada diária de 4 horas.
Os odontólogos também tiveram interesse despertado pela situação fundiária da Polônia. Lá, as propriedades rurais têm no máximo 7 hectares, e a mão-de-obra é das próprias famílias proprietárias.


