Dentistas de Maringá e região estiveram reunidos ontem para discutir as regras do novo código de ética. Na reunião, os profissionais da área também conheceram as propostas elaboradas pelos representantes dos conselhos regionais de odontologia que participaram do Congresso da categoria, realizado no mês passado, em Nova Friburgo (RJ).
De acordo com o diretor do Conselho Regional de Odontologia (CRO) do Paraná, Welligton Zaitter, a principal proposta feita durante o congresso foi a ampliação dos direitos do profissional em investir em publicidade e propaganda. Hoje, de acordo com o atual código de ética, os dentistas são limitados e não podem fazer publicidade citando aparelhos disponíveis nos consultórios e a especialização do profissional. As regras atuais, segundo ele, prejudicam o profissional que investe na capacitação e na compra de equipamentos. ‘‘A mídia e a comunicação evoluíram e não houve o acompanhamento do código de ética. Para se ter uma idéia, não há regras sobre o uso da Internet no atual código’’.
As limitações do atual código, que é de 1991, causam mais transtornos em alguns Estados onde o número de profissionais é maior. É o caso de São Paulo, onde atuam 60 mil dentistas. Segundo Zaitter, muitos profissionais daquele Estado estão infringindo o código ao publicarem anúncios mais abrangentes. Mas ele ressalta que é a lei da concorrência que obrigam os dentistas a fazerem isso. Ele diz que o novo código deve garantir maior espaço de divulgação na mídia, mas acrescenta que as regras devem existir para evitar problemas de falta de ética entre os próprios profissionais.
A principal preocupação é com as associações, cooperativas e empresas de convênios que são administradas por leigos e não podem sofrer qualquer autuação do Conselho de Odontologia. Com o novo código, estas empresas terão mais condições de investir em propaganda do que um profissional sem muitos recursos. Esta disparidade poderá trazer desconforto entre a classe.
Segundo Zaitter, a reivindicação da classe é para que as empresas relacionadas a área odontológica sejam administradas por um profissional técnico. ‘‘Só assim o Conselho de Odontologia poderá interferir em casos de abusos e falta de ética’’, explica.

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