Dentista diz que cárie é uma questão de saúde pública
Josoé de CarvalhoFuturoDomingos Alvanhan: políticas devem priorizar a gestante para que resultados apareçam nos bebêsO presidente da Associação Odontológica do Norte do Paraná (Aonp), dentista Alberto Parreira Neto, confirma a informação da Secretaria de Saúde. Ressaltando que não dispõe de números precisos, o presidente informa que a adoção da nova filosofia tem provocado grande redução no número de cáries. São medidas preventivas que começam ainda na barriga da mãe e prosseguem até que a criança cresça, diz o presidente da Aonp. Ele destaca que saúde bucal é também uma questão de saúde pública e que exige, portanto, políticas públicas coordenadas. Além das questões gerais de saúde pública, como saneamento básico e água fluoretada, é fundamental o trabalho de prevenção à placa bacteriana, que é onde se alojam os micróbios que vão provocar a cárie.
O embrião do programa de atendimento à gestante surgiu no distrito londrinense de Irerê (a 20 quilômetros ao sul da Cidade), por iniciativa do dentista Domingos Alvanhan.
As políticas públicas de atendimento odontológico vêm sofrendo rápida evolução nos últimos anos. Em 88, percebemos que qualquer programa de saúde pública tem que priorizar a gestante porque os resultados somente iriam aparecer se começássemos a atuar ainda antes de o bebê nascer , relata Alvanhan. Segundo ele, a proposta acadêmica foi elaborada pelo professor Luís Walter, do curso de Odontologia da Universidade Estadual de Londrina.
Alvanhan acrescenta que em 94 a Câmara de Vereadores aprovou uma lei determinando a obrigatoriedade de o município prestar o atendimento odontológico à gestante em todas as suas unidades de saúde. A partir de 94, então, o programa foi institucionalizado e estendido para todos os postos de saúde, com a possibilidade de as associações de moradores e o Ministério Público exigirem da Administração a sua execução.





