O primeiro caso de dengue do segundo semestre foi confirmado no final da tarde de anteontem em Londrina. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, foi constatado resultado positivo do exame de uma paciente de 22 anos na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Leonor (zona oeste). A gerente de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes, afirmou que o caso é ''importado'' de Boa Vista, capital de Roraima.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a paciente afirmou à equipe da UBS que os sintomas apareceram 10 dias após viagem a Boa Vista. ''É 100% de certeza que trata-se de um caso importado. O período entre a contaminação pelo vírus e o surgimento dos sintomas demora alguns dias'', explicou Sônia.
Para evitar disseminação da doença, três equipes de combate ao mosquito Aedes aegypti foram deslocadas para a região de residência da paciente, na área central da cidade, para realizar bloqueio de 300 metros de raio e controle do inseto. ''A princípio, as operações de campo não vão sofrer nenhuma alteração fundamental devido ao registro do caso'', garantiu. A Secretaria de Saúde conta com 226 agentes para ações regulares de combate à dengue.
''A partir de agora, se tivermos mais casos confirmados de dengue, teremos que mudar de estratégia'', avaliou Sônia. Entre as medidas previstas, está a utilização de caminhão de inseticida (fumacê), cujo alcance e eficiência são maiores. ''O inseticida é a última alternativa. Até porque o Aedes aegypti tem ficado muito resistente e o inseticida não pode ser usado indiscriminadamente'', declarou.
O último levantamento sobre o índice de infestação do mosquito da dengue na cidade, feito em outubro, aponta 0,39%. A taxa ideal recomendada pela Organização Mundial de Saúde deve ficar abaixo de 1%.
Desde janeiro, foram notificados 11.646 casos, com 5.836 confirmações, incluindo o importado de Boa Vista. Para notificar suspeitas, a prefeitura mantém o disque-dengue. O telefone 0800-400-1893 pode ser utilizado para solicitar serviços de combate ao mosquito das 7h30 às 19 horas, de segunda a sexta-feira.
Dois meses atrás, um caso suspeito foi confirmado através de exames de dois laboratórios particulares. A Secretaria Municipal, no entanto, encaminhou as amostras para exame no Laboratório Central (Lacen) e o teste e a contraprova deram negativo.

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