Nem mesmo as baixas temperaturas das últimas semanas foram suficientes para afugentar o mosquito transmissor da dengue em Londrina. No balanço semestral divulgado ontem pela Secretaria Municipal de Saúde entre representantes de instituições religiosas, ficou patente que o combate ao Aedes aegypti não pode diminuir nem mesmo durante o inverno, pois foram registrados casos novos da doença (que já atingiu 771 pessoas este ano) e o índice de infestação do mosquito, embora esteja bem abaixo do que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS), é maior do que o registrado há um ano.
O diretor de Saúde Ambiental da Secretaria, Maurício Barros, destacou as ações desenvolvidas entre janeiro e julho deste ano dando especial atenção ao trabalho voluntário desempenhado por entidades ligadas às várias instituições religiosas da cidade. Ele lembrou que Londrina tem 176 mil imóveis e apenas os agentes da Secretaria não dariam conta de cobrir todo esse universo.
O presidente do Conselho de Pastores, Joed Lamonica Crespo, apontou que as instituições contribuíram distribuindo kits e folders de alerta aos fiéis. ''Nossa avaliação é positiva mas temos que estar em permanente estado de alerta contra o mosquito'', reforçou. Representando o arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes, o diácono Oswaldo Calsavara afirmou que a Assembléia Diocesana, que tem penetração em todas as paróquias, disseminou alertas e informações sobre dengue.
Segundo Barros, o bom desempenho do trabalho coletivo de combate à doença pode ser medido pelos dois levantamentos de índice rápido (Lira) do Aedes aegypti realizados em 2007. No primeiro, feito em abril de 2007, o percentual ficou em 1,1%, um pouco acima do 1% estabelecido pela OMS. Em alguns bairros, como por exemplo no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste), este índice foi de 2,4%. Com o mapeamento dos pontos de maior infestação, a Secretaria intensificou as ações pontuais e os mutirões de limpeza conseguiram controlar a população de mosquitos.
No último Lira, realizado de 2 a 6 de julho, o índice caiu para 0,2%. O percentual pode ser considerado satisfatório mas não deve interromper as ações de combate à dengue, até porque o índice ficou um pouco acima do menor histórico de 0,13%, apurado em agosto de 2006.

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