A Zona Oeste é a região que mais apresentou casos de dengue neste ano em Londrina - 18 do total de 59 registros na cidade. A Unidade Básica de Saúde do Jardim Alvorada, localizada nessa região, encabeçou os atendimentos de casos de dengue no município - seis no total. A informação foi divulgada ontem pela secretaria municipal de Saúde durante a apresentação do Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (Liraa). No Jardim Alvorada também é alta a presença de focos do mosquito - 1,3%. A média geral da cidade é de 0,6% - o índice recomendado pelo Ministério da Saúde é de no máximo 1%.
Segundo o coordenador de Endemias da secretaria, Elson Belisário, o Lira da Zona Oeste está em 0,63%. No entanto, o que preocupa é que a região começou a registrar focos e, consequentemente, casos da doença. ''O Jardim Alvorada, onde foram registrados seis focos, possui um número grande de imóveis e é preciso trabalhar rapidamente, pois o combate seria muito difícil. A Vila da Fraternidade (Zona Leste), por exemplo, possui um índice do Lira maior do que o do Alvorada, mas lá o número de imóveis é menor e é muito mais fácil de controlar'', afirmou.
Para combater o problema no Alvorada, Belisário informou que o trabalho de fiscalização e orientação será realizado por duas equipes de sete agentes cada. ''Normalmente esse trabalho é realizado só por uma equipe.''
O advogado Ivan Girotto Molina é morador da Rua Passos, no Jardim Alvorada, e disse que sempre segue a recomendação dos agentes de Endemias para manter a casa livre de focos. No entanto, alertou que o lixo reciclável não é recolhido há 15 dias. ''Os sacos de lixo ficam se acumulando na frente das casas e se cair uma chuva eles podem acumular água'', observou. A queixa é compartilhada por sua vizinha, a dona de casa Marlene Sanchez, que cobrou providências da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). ''Como eles não recolhem o material a gente acaba acumulando o lixo dentro do quintal também'', revelou.
Lixo
O secretário de Saúde, Edson Souza, afirmou que o acúmulo de lixo dentro das casas é um dos principais fatores para o surgimento de focos do mosquito. E destacou o fato de ainda haver criadouros de mosquitos em vasos de flores revela um relaxamento da população em relação ao problema. ''Os vasos de flores estão em terceiro lugar entre os locais onde foram encontrados focos de dengue, logo depois das latas e garrafas'', apontou.
Segundo o levantamento da Saúde, dos 22 locais em que foram encontrados focos, 23,2% estavam dentro das casas, 57,9% estavam nos quintais e 18,9% estavam em terrenos baldios. Para realizar o Lira os agentes vistoriaram 8.128 imóveis em todas as regiões. O levantamento anterior, realizado em abril deste ano, obteve o índice de 2,8%. Para Belisário, esse redução deve-se aos trabalhos realizados emparcerias com outras secretarias e com a população.
A reportagem procurou a CMTU para falar sobre a coleta do lixo reciclável, mas não houve resposta até o fechamento da edição.

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