A Prefeitura de Londrina está adotando medidas mais enérgicas para evitar uma nova epidemia de dengue na cidade. Esta semana a Vigilância Sanitária emitiu dez intimações para que proprietários de imóveis com focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, prestem esclarecimentos ao município referente ao descaso com a saúde pública. As intimações estão sendo entregues e os responsáveis têm o prazo de 72 horas para limpar suas propriedade e acabar com os indícios de contaminação. Após esse prazo, os infratores podem receber multas com valores que variam de R$ 172 a R$ 17,2 mil.
Segundo o coordenador municipal de Endemias, Elson Belisário, existem cerca de 100 imóveis passíveis de serem notificados pela Vigilância Sanitária. ''Ao constatar focos do Aedes aegypti, os agentes de saúde notificam os proprietários a regularizarem a situação dentro de cinco a dez dias. Depois disso são enviadas as intimações e, se o problema não for resolvido, são emitidas as multas'', explicou. Ele afirma que os casos de intimações, por enquanto estão relacionados a residências ou empresas. Os casos foram registrados nas zonas Leste, Sul e Oeste.
Belisário destaca que as autuações têm como objetivo evitar que o município enfrente uma epidemia de dengue como no ano passado, quando foram registrados 7,4 mil casos. ''Até o momento, registramos apenas um caso confirmado de dengue este ano na cidade, mas estamos em estado de alerta devido ao tempo quente e chuvoso que favorece a proliferação do mosquito'', ressalta.
De acordo com ele, o endurecimento das ações de combate ao Aedes aegypti também atende às recomendações da secretaria estadual de Saúde. Na quarta-feira, o órgão estadual pediu ajuda do Ministério Público para acompanhar as medidas tomadas por 16 municípios para conter a proliferação da doença.
De acordo com a solitação emitida pela Superintendência estadual de Vigilância em Saúde, entre as situações mais críticas estão Londrina (37 casos), Alvorada do Sul (25) e Foz do Iguaçu (23). Os números referem-se ao período de agosto de 2011 a 23 de janeiro de 2012, quando foram coletados dados do 33º boletim de dengue no estado.
O coodenador enfatiza que Londrina já desenvolve um trabalho conjunto com a promotoria pública há alguns anos. ''Semanalmente encaminhamos relatórios ao promotor de saúde pública, Paulo Tavares, que acompanha todas as ações tomadas pelo município no combate à dengue. Portanto, a solitação da Secretaria de Estado de Saúde não nos preocupa, afinal estamos realizando um excelente trabalho com a colaboração de 254 agentes de saúde'', destacou Belisário.
O acúmulo de lixo e mato alto nos fundos de vale e terrenos baldios são responsáveis por 70,76% dos focos do Aedes aegypti encontrados em Londrina este ano. Os dados do primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (Lira) de 2012 mostraram que a cidade apresenta 1,7% de presença do mosquito transmissor da dengue. (Colaborou Vítor Ogawa)

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