Dengue em Maringá preocupa médico. Saúde tranquiliza
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terça-feira, 16 de outubro de 2001
Marcos Zanatta<br> De Maringá 
O vereador Antônio Carlos Marcolin (PTB), que também é médico no posto de saúde do Jardim Mandacaru, em Maringá, alerta para um possível aumento da presença do mosquito Aedes aegypti e de casos de dengue, se a prefeitura não reavaliar os métodos de combate ao inseto em alguns bairros da cidade. ''Se nada for feito imediatamente no verão teremos problemas'', afirma. Ele diz que desde o início do ano já são 295 casos notificados da doença e 125 confirmados.
O médico informa que o que mais chamou a sua atenção foi a captura de ovos de mosquito no Jardim Santa Izabel, que fica na região onde trabalha. Segundo Marcolin, a área é monitorada pela Fundação Nacional de Saúde (FNS), que revelou o crescente recolhimento de ovos nas armadilhas instaladas no bairro. No dia 30 de agosto foram encontrados 22, número que saltou para 211 em uma semana e para 1.862 em duas semanas. ''Um crescimento de quase 1.000%'', compara. Diante da situação, Antonio Marcolin acha que o município tem que mudar os métodos de combate ao mosquito. ''Corremos o risco da propagação da dengue hemorrágica'', ressalta.
Hoje, além da pulverização aérea de inseticida, o chamado ''fumacê'', nos bairros mais visados, toda cidade é monitorada pelos agentes de saúde. ''O número de casos vem caindo desde o início do trabalho de casa em casa'', garante o chefe da vigilância sanitária da Secretaria de Saúde de Maringá, Gilberto Pucca.
Ele cita que os casos confirmados de dengue subiram até abril, quando foram registrados 83 positivos, contra 22 em maio e nenhum em junho. O número de ovos coletados nos bairros mais endêmicos também não deve assustar, sustenta Pucca. ''São ovos de várias espécies de mosquitos e não apenas do Aedes'', diz. Ele avisa ainda que no próximo dia 20, a região do Mandacaru vai passar por um arrastão contra a dengue. ''O trabalho preventivo já é feito por mais de 100 agentes.''


