Pular muro, subir em telhados e enfrentar cães bravos fazem parte da rotina dos agentes de combate à dengue em Londrina. Não é uma tarefa fácil, pois quando não são estes os obstáculos, a dificuldade é se fazer ouvir pelos donos da casa.
''Em algumas casas a gente encontra a larva do mosquito, faz o tratamento, explica tudo para a pessoa não ter mais a larva em casa, e depois de um tempo, quando a gente volta, está tudo do mesmo jeito'', desabafou o agente de combate à dengue Francisco Luiz Gomes.
Ele contou que já ouviu ''barbaridades'' de pessoas que não acreditam que a dengue seja uma doença perigosa. ''Tem gente que não dá valor, não acha que a situação é séria'', afirmou. ''Já ouvi de uma mulher que a dengue era um sinal dos fins dos tempos e os agentes eram mensageiros do inferno'', contou.
Ontem, a Folha acompanhou o trabalho dos agentes e encontrou moradores conscientes. ''A gente cuida, não deixa água empoçar e coloca areia nos pratinhos de plantas'', disse o aposentado Nilson João Leonor, de 65 anos.

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