Albari RosaContaminaçãoLarvas do mosquito Aedes aegypti se desenvolvem em água parada. Tomar vitamina B e comer alho, para evitar a aproximação do mosquito, ajuda na prevenção da doença. Os principais sintomas da dengue clássica são febre alta, dores nas articulações, manchas vermelhas no corpo, dor de cabeça e nos olhos. No caso da dengue hemorrágica também ocorrem queda de pressão e sangramentosO Paraná está em estado de alerta por causa da dengue. Dos 16 casos confirmados este ano, nove foram autóctones, ou seja, transmitidos dentro do próprio Estado, todos em Foz do Iguaçu. Os casos autóctones preocupam porque indicam a presença do vírus e do mosquito transmissor Aedes aegypti. Durante todo o ano passado foram registrados apenas dez casos de dengue no Paraná. Em Curitiba, onde há um ano não se registrava nenhum caso da doença, foram confirmados dois casos nos últimos dias, mas ambos contraídos fora do Estado.
A diretora de Vigilância e Pesquisa da Secretaria Estadual da Saúde, Mariângela Galvão Simão, diz que a maior preocupação está voltada para a região de Foz do Iguaçu, por ter casos autóctones, e as de Londrina e Maringá, onde em 1995 e 1996 houve grande número de ocorrências confirmadas. Em 1995, a secretaria registrou 1.861 casos de dengue no Paraná e, em 1996, o número saltou para 3.195 casos. No ano passado, a doença foi controlada e, agora, o número elevado de casos nos primeiros meses do ano e a epidemia em Estados vizinhos está colocando em alerta a Secretaria da Saúde.
Em Curitiba, a chefe da Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, Célia Bataglin, diz que a situação não é preocupante. Segundo ela, foi confirmado apenas um caso da doença e não dois, como havia informado a secretaria estadual. De qualquer forma, os dois casos seriam ‘importados’, isto é, contraídos em outros Estados.
O índice de larvas e mosquitos na capital também é considerado baixo e a incidência é registrada em apenas alguns pontos da cidade - um deles é a área abrangida pela Regional Cajuru. Em todo o ano passado foram registrados apenas três casos de dengue, todos ‘importados’ e registrados nos primeiros três meses do ano. Nenhum deles de dengue hemorrágica, o tipo mais grave. Há dois anos não há registro de casos autóctones.
Além das campanhas preventivas de combate ao mosquito, em que os agentes da Fundação Nacional de Saúde ensinam a população a evitar vasilhas e entulhos que acumulem água, deve ser feita a borrifação de inseticida nos locais de maior risco. As equipes de saúde também devem ser treinadas e colocadas em alerta para que o diagnóstico seja rápido, principalmente no caso da dengue hemorrágica, que mata.
Existem quatro tipos de vírus da dengue. Quando uma pessoa é infectada pela segunda vez e o vírus é diferente do primeiro, acontece a dengue hemorrágica. Os principais sintomas da dengue clássica são febre alta, dores nas articulações, manchas vermelhas no corpo, dor de cabeça e nos olhos. No caso da dengue hemorrágica também ocorrem queda de pressão e sangramentos. Além de evitar o acúmulo de água, onde se reproduz o Aedes aegypti, uma forma de prevenir a doença em regiões endêmicas é tomar vitamina B e comer alho, para evitar a aproximação do mosquito.

mockup