Os municípios de Cambé e Florestópolis estão em alerta por causa da dengue. Até ontem, cada uma das cidades havia confirmado 27 casos da doença. O caso de Florestópolis, que tem apenas 12 mil habitantes, é considerado mais grave. Cambé tem uma população de 88 mil moradores. Segundo a diretora da 17 Regional de Saúde, Vania Gutierrez, esses municípios entraram na área de risco.
A capacidade de adaptação do mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, por conta dos fatores climáticos, pode ser uma das causas do crescimento do número de pessoas infectadas. Mas autoridades de Saúde ressaltam que a infestação poderia ser controlada com cuidados domésticos básicos. A diretora do departamento de Vigilância em Saúde Coletiva de Cambé, Maria Lo Sarzi, ressalta que é de ''extrema importância'' a participação da comunidade para combater a proliferação do mosquito.
''Combater a dengue é como lavar as mãos antes de comer, deve ser feito rotineiramente. A população de Cambé está ficando alerta, além do mais, tivemos casos importados de Rondônia, Campo Grande e Goiás. Outra complicação é que muitos moradores de Cambé trabalham em Londrina e podem ter trazido de lá, mas não temos como saber se ele adquiriu a doença em casa ou no trabalho'', explica.
Agentes de saúde se mobilizam pela Zona Norte de Cambé, região mais atingida da cidade, atuando em associações, clubes e escolas. Outra medida, adotada desde 2004, é o levantamento do número de ovos depositados pelo mosquito em armadilhas, conhecidas como ovitrampas. Segundo a diretora, 56 armadilhas estão espalhadas pela cidade e por meio delas é possível identificar reservatórios de proliferação do mosquito. ''Estamos trabalhando rapidamente, toda a semana identificamos algum ponto. A cidade está iniciando um surto epidêmico e na Região Norte já podemos até considerar que vive esse momento'', salientou Maria.
A cidade de Mirasselva registrou até ontem 11 casos. Ibiporã e Alvorada do Sul têm dois casos. Outros municípios, como Jaguapitã, Porecatu, Prado Ferreira e Jataizinho, tiveram apenas um caso confirmado desde o começo do ano.
Em Londrina, são 53 casos confirmados até ontem e a ''guerra'' contra o mosquito continua cada vez mais intensa. ''Estamos intensificando o mutirão em bairros da Zona Leste onde apareceram mais casos'', comentou o diretor de saúde ambiental de Londrina, Maurício Barros.
''Estamos dando suporte a todos municípios. Geralmente, as cidades com menos casos registrados, são aquelas em que há uma mobilização da comunidade, o que é fundamental. A dengue é uma doença ambiental e depende muito da atitude da população'', ressaltou a diretora da 17 Regional.

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