Dengue coloca Andirá em estado de alerta
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Andirá - A dengue fez com que a cidade de Andirá (Norte Pioneiro) decretasse estado de alerta. O município, com aproximadamente 22 mil habitantes, apresenta 91 casos suspeitos da doença, dos quais 31 já foram confirmados. Há a investigação de um óbito pela 18 Regional de Saúde. Se o resultado for positivo, essa será a quarta morte em decorrência da doença no Estado neste ano: as outras ocorreram em Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu.
O decreto que entrou em vigor no início deste mês permite à prefeitura a compra de materiais para combate ao mosquito sem a necessidade de licitações e o uso de força policial para executar o serviço, quando necessário.
''Embora tenhamos esse apoio, nós acreditamos que o uso da polícia não será necessário, porque a população tem colaborado muito'', diz a secretária da Saúde de Andirá, Carmem Veltrini.
Segundo Carmem, o trabalho foi antecipado antes mesmo antes do decreto e que os últimos trabalhos realizados pelos agentes já apresentam uma melhora. ''Há lugares em que já não encontramos focos e a expectativa é melhorar cada vez mais.''
Proprietários que forem flagrados com focos do mosquito nos terrenos, construções ou casas podem receber multa de R$ 210 a R$ 510.
Outono
Alguns municípios no Norte estão enfrentando um desafio com relação a dengue, mesmo após o fim do verão. Até 13 de abril uma faixa de aproximadamente 30 quilômetros, entre Santa Mariana, Bandeirantes e Andirá, apresenta 537 casos dos 814 notificados pela 18 Regional de Saúde de Cornélio Procópio, que cuida de um total de 21 cidades.
Já com relação aos casos confirmados, 195 pessoas foram infectadas pelo Aedes aegypti, das quais 132 residem em um dos três municípios, que hoje apresentam somados uma população de cerca de 68 mil habitantes.
O aumento no número de casos na região já era esperado pelos profissionais de saúde. ''Pelo monitoramento que é feito pelo Estado, nós imaginávamos essa possibilidade até por isso intencificamos o combate ao mosquito'', afirma diretor da 18 Regional de Saúde, Evandro Bassan.
Essa é a terceira epidemia enfrentada pela região. As anteriores ocorreram nos anos de 1997 e 2003, e tiveram dados muito mais alarmantes.''Se compararmos os números de habitantes com o de infectados, veremos que em relação às crises anteriores há uma melhora significante em toda região'', explica Bassan. ''É claro que isso não torna os números menos alarmantes, mas é sinal de que o combate funciona.''
Ainda segundo Bassan, a capacitação do pessoal e a intensificação das medidas de combate ao mosquito transmissor da dengue, deve ser uma medida comum, até que todas as áreas que são de responsabilidade da regional apresentem melhores números. ''Nós não vamos relaxar e vamos intensificar o combate e, claro, assim que o quadro melhorar nós vamos continuar em um trabalho de manutenção'', afirma Bassan.
A curta distância entre Santa Mariana, Bandeirantes e Andirá pode ter contribuído para os números registrados. ''É possível que haja naquela região uma circulação não só de pessoas infectadas, mas também de mosquitos, além de que o verão chuvoso impossibilitou uma forma de combate eficaz que é a visita dos agentes'', diz Bassan.
Para ele a dengue é de responsabilidade de todos, por isso é necessária uma movimentação coletiva, tanto da regional quanto dos orgão municipais e dos cidadãos, que são de grande ajuda na prevenção. ''É preciso uma participação de todos, cada um deve fazer sua parte, só assim haverá um bom resultado'', defende o diretor.


