Parece aquelas telenovelas de sucesso, que vão tendo seus capítulos aumentados para garantir a audiência. Só que às avessas. Os frequentadores do Bosque, normalmente moradores do centro de Londrina, não se conformam com a demora nas reformas do parque infantil e quadra de esportes daquele espaço público.
Desde novembro, a área está isolada e fechada com cadeados, impossibilitando o acesso dos usuários. Placas da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) informam: ‘‘Estamos recuperando este espaço para a comunidade’’. O jornalista Francisco Amaro, que levava a filha Beatriz, de 4 anos, para brincar no local, se diz revoltado com a lentidão da obra.
‘‘É muito descaso com a coisa pública. As crianças e os usuários de uma forma geral ficaram sem um importante espaço, um dos poucos disponíveis no centro da cidade, exatamente no momento em que mais precisavam dele: durante as férias de verão’’, reclama Amaro.
Na opinião dele, as obras públicas têm demorado demais para serem realizadas em Londrina. ‘‘Falta programação, faltam materiais, falta vontade política para resolver. Parece que fazem mesmo para irritar o cidadão. Os usuários reclamavam da qualidade do parquinho e da cancha de esportes. Daí foram lá as autoridades e fecharam tudo, interditaram o local. Pior que um espaço público com defeitos, com problemas, é um espaço público fechado.’’
Cesar AugustoDevagarÁrea está fechada com cadeados desde novembro: acesso impedidoA ex-bancária Soraia Garcia Kuya, que sempre levou o filho Pedro, de 4 anos, para brincar no parquinho do Bosque, também se diz prejudicada pela demora nas obras. ‘‘Foi péssimo ficar todos estes meses sem este espaço. Infelizmente, não temos outras opções públicas como esta para as crianças das famílias que moram no centro.’’
Segundo ela, a reforma foi mal programada. ‘‘Vinha aqui com o Pedro todos os dias. De repente, encontramos a área isolada por uma fita plástica e fechada com cadeados. Os mais prejudicados foram os usuários da cancha. Durante várias semanas, as obras ficaram paradas, sem nenhum operário trabalhando. Agora, dizem que só falta chegar a areia para liberarem o parquinho. Mas nós passamos as férias sem ter aonde ir. Foi uma pena’’, lamenta Soraia Kuya.Cesar AugustoReclamaçãoA ex-bancária Soraia Garcia Kuya com o filho Pedro e seus amigos: ‘Infelizmente não temos outras opções públicas’Moradores do centro se queixam do tempo gasto com obra: ‘‘Falta programação’’, afirmam

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