Descontar cheque, pagar prestação e precisar de qualquer outro serviço bancário que não pode ser feito no caixa eletrônico significa muito tempo na fila. Numa segunda-feira, encarar a fila de atendimento geral da agência Londrina da Caixa Econômica Federal, no centro, significou aguardar pelo menos duas horas para chegar sua vez. O vigilante Manoel Antônio da Silva, de Bela Vista do Paraíso, entrou na agência às 13h15 e só conseguiu sair de lá às 15h20. Ele foi pegar um extrato do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e fazer um cartão de cidadão. ‘‘É um absurdo’’, reclamou.
Atrás do saldo do PIS, o funcionário da prefeitura de Londrina Nelson Camargo Pires entrou na fila às 14h50 e não havia sido atendido às 15h40.
O gerente de atendimento da agência, Lauro Schafhauser Filho, explicou que aquele dia foi atípico por conta da demanda do pagamento de créditos complementares do FGTS.
Segundo ele, muita gente procura a agência Londrina sem saber que existe uma unidade específica da Caixa para esse tipo de serviço, que fica na Rua Quintino Bocaiúva. ‘‘Esse atendimento é demorado porque as pessoas querem um levantamento de informação de 15, 20 anos atrás.’’
As demissões que ocorreram no sistema bancário nos últimos anos explicam o baixo número de atendentes e as filas grandes. Na base do Sindicato dos Bancários de Londrina, o número de bancários caiu de 5.340, em 1994, para 1.800, em 2002.

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