Dezenas de aprovados no concurso promovido pela Secretaria de Segurança Pública para escrivães e investigadores de Polícia realizaram ontem uma manifestação durante a sessão da Câmara de Vereadores de Londrina. Os aprovados no concurso, em agosto, estão indignados com a demora da convocação para o curso da Escola da Polícia Civil. ‘‘Os candidatos tiveram gastos (entre R$ 500 e R$ 600), sacrificaram suas famílias, planejaram suas vidas considerando a aprovação no concurso e agora ficam à mercê do cumprimento das obrigações do governo do Estado’’, disse Maurício Quimenton, um dos líderes dos concursados.
Os manifestantes pediram o apoio dos vereadores para que cobrem da Secretaria de Segurança Pública a contratação dos aprovados no concurso. O principal argumento usado pelos concursados é a precariedade da segurança pública e a necessidade de aumento do efetivo policial.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, o advogado e imobiliarista Jorge Coimbra, também compareceu à sessão da Câmara para apoiar a manifestação e exigir do governo do Estado mais investimentos para Londrina na área da segurança pública. ‘‘O secretário de Segurança, Cândido Martins de Oliveira, tem reiterado promessas. Entretanto, mais de um mês depois de garantir, em reunião na Acil, a contratação de mais policiais ainda não convocou os concursados’’, enfatizou Coimbra. Ele acrescenta que o conselho volta a fazer cobranças públicas e até ingressar na Justiça contra o governo.
Por iniciativa do vereador Flávio Vedoato (PTB), a Câmara aprovou, por unanimidade e com pedido de urgência, requerimento ao governador Jaime Lerner (sem partido), à vice-governadora Emília Belinati (PTB) e ao secretário Cândido Martins de Oliveira (com cópia para os deputados estaduais) solicitando definição para a situação dos concursados.DivulgaçãoManifestaçãoDezenas de concursados ocuparam, ontem, as galerias da CâmaraÁureo Nogueira

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