Falta de recursos, questões ambientais e as chuvas são alguns dos problemas que têm provocado atraso no cronograma da construção dos contornos Norte, Leste e Sul, que devem desviar cerca de 70% do tráfego pesado do perímetro urbano de Curitiba. A demora prolonga o drama de comerciantes, motoristas e pedestes dos bairros que convivem com o tráfego intenso.
As obras do Contorno Norte, que deveriam ter sido iniciadas no final do ano passado, ainda não saíram do papel por falta de recursos. ‘‘Tudo ficou difícil com os cortes em obras que não são consideradas fundamentais’’, afirma Pedrinho Dalmaz, diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que constrói a obra em parceria com a Prefeitura de Curitiba. A expectativa é de que a construção comece no segundo semestre deste ano. Isso, se a Prefeitura e o DER conseguirem os R$ 10 milhões - cinco cada - necessários à construção.
O Contorno Norte terá 13 quilômetros. Cinco deles, entre a BR-277 e a Avenida Manoel Ribas, já estão concluídos desde 1994. Os oito restantes vão ligar a Avenida Manoel Ribas, no bairro Santa Felicidade, a Rodovia dos Minérios, em Almirante Tamandaré. Segundo Dalmaz, o orçamento do Estado deste ano contempla a obra, que poderá ter início no final do primeiro semestre. A empresa vencedora da licitação (Ivaí Construtora de Obras) só está esperando a liberação do Estado para iniciar a obra.
Com 44 quilômetros de extensão, o Cortorno Leste começa na BR-116, no município de Quatro Barras, passa por Piraquara e São José dos Pinhais e termina na BR-277, que liga Curitiba a Paranaguá. O início das obras de 22,3 quilômetros foi atrasado em nove meses por causa de uma questão ambiental.
O Contorno deve atravessar a Floresta da Região Metropolitana, em Piraquara, e foi extremamente questionado por entidades ambientais. A pressão fez o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) reverem o traçado da rodovia. Para proteger a mata, o Departamento Nacional de Estrada de Rodagem (DNER), que constrói os Contornos Leste e Sul, foi obrigado a mudar o traçado para proteger a mata.
Já as obras do Contorno Sul, que tem nove quilômetros prontos, estão paradas desde janeiro deste ano por falta de repasse de verba do governo federal. Segundo o assessor de imprensa do DNER, Luiz Nunes Moreira, o governo federal está prestes a assinar documento que libera recursos para reiniciar as obras do Contorno Sul, que deve ligar a BR-277, na Cidade Industrial de Curitiba, ao Contorno Leste, na BR-116. Orçados em R$ 10 milhões, os seis quilômetros, segundo Moreira, devem ser concluídos junto com o Contorno Leste, ambos feitos pelo DNER, no primeiro semestre do próximo ano.

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